Mundo Pet – Aprenda a falar a língua do seu cão

Mundo Pet – Aprenda a falar a língua do seu cão

Por meio da expressão corporal, é possível aprender um pouco mais sobre seu pet e evitar problemas

Quando um cão chega ao lar, ele se torna um novo membro da família. O carinho é tanto que passa a ser fácil ler algumas expressões do pet, como a cauda balançando de felicidade ou o velho olhar de pidão quando deseja um petisco.

Mas você já se perguntou o que outras expressões um pouco mais complexas estão querendo dizer? Por exemplo, quando o cãozinho levanta as orelhas e a cauda, e de boca aberta, te encara, a resposta é simples — os sinais retratam a felicidade do mesmo.

Porém, a expressão corporal revela uma infinidade de sentimentos e desejos, sendo a sociabilidade do pet um dos assuntos mais relevantes.

De acordo com Vilmar de Oliveira, fundador da FuncionalDog Coaching, cada posição da cauda ou da orelha e diferentes tipos de olhares têm significado que pode ser redefinido pelos sinais que o acompanham.

Orelhas para frente representam curiosidade e interesse, assim como a cabeça inclinada. “Orelha para trás, por outro lado, pode significar desconforto ou apreensão. Se vier junto com um rosnado, é agressividade na certa”, explica.

Para o adestrador, a leitura das expressões corporais ajudam muito no tratamento de problemas comportamentais, tais quais a ansiedade e o estresse. “Entender esses olhares e movimentos auxilia, principalmente, a se antecipar em relação a futuros transtornos, como uma mordida, por exemplo.”

E complementa. “É comum que alguns comportamentos não sejam percebidos pelos seus reais sentidos, pois parecem inofensivos. Mas é de extrema importância que os tutores entendam quando o cão não está confortável ou está estressado, por exemplo”, detalha Vilmar.

Na escala que antecede uma mordida, o pet tende a se espreguiçar e alongar com frequência, além de evitar o contato visual. Isso acontece com frequência quando os pets não estão acostumados com multidões ou outros bichos.

Segundo o veterinário inglês, comportamentalista animal e escritor, Ian Dunbar, é ideal que, ainda nos primeiros meses de vida, o filhote tenha contato com pelo menos cem pessoas diferentes para, assim, crescer livre de problemas de socialização.

No caso de latidos em excesso, também é essencial manter-se atento. Os cães latem para chamar atenção, responder a outros cães, indicar que estão felizes e alertar humanos sobre algo errado.

Para o especialista, entender a linguagem corporal do seu cão vai além de promover o bem-estar da comunidade em sua volta – é uma questão de saúde mental.

Acupuntura para animais de grande e pequeno porte

Uma terapia milenar, ganha, cada vez mais, adeptos de quatro patas! A acupuntura também pode ser usada em animais, tanto de grande porte, como cavalos, quanto de pequeno porte, cães e gatos.

Assim como em humanos, a acupuntura em animais possui efeito semelhante ao estimular as terminações nervosas que são conduzidas até o cérebro tornando-se ainda mais popular por ser uma terapia segura, rápida, eficiente e não invasiva.

De acordo com a médica veterinária, Dra. Ana Catarina Valle, a acupuntura é uma das terapias utilizadas na medicina integrativa para a reabilitação de animais, prevenindo e tratando alterações genéticas, traumas e doenças adquiridas. “A acupuntura é indicada para animais de qualquer idade ou sexo, podendo ser utilizada em qualquer tipo de enfermidade e, o melhor, não causa dor ao animal”, explica.

Ainda, segundo a médica veterinária e muitos outros especialistas no assunto, as agulhas podem ser utilizadas como forma de tratamento auxiliar para casos de viroses, distúrbios endócrinos e patologias oculares.

Em Brasília, a medicina integrativa vem crescendo dentro da medicina veterinária com profissionais que acreditam em formas mais eficazes e menos invasivas de tratamento de diversas doenças. A acupuntura é uma delas.

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